Às vezes a gente vem descendo uma serra de carro a 100 km/hora sobre uma pista asfaltada, novinha, com curvas suaves, construída para ser à prova de idiota.
Nenhum precipício pela frente.
Aí, olho ao lado e vejo os pedaços que sobraram de uma velha estrada de terra, ela sim abraçada à montanha e enfeitada com curvas que terminavam em abismos.
Olho para aquela estrada e bate uma saudade, mesmo que nunca andei nela na minha vida. Abro a janela e escuto, tentando ouvir as histórias que ela conta, de carroças e carruagens e comboios que passaram por ali.
Sonho com a época quando o tempo tinha menos pressa e as viagens eram mais demoradas. Uma época em que as estradas iam formando um elo entre os vilarejos e até as casinhas das pessoas, em vez de procurar o caminho mais direto e rápido entre duas cidades “importantes.”
Eram estradas de terra que adentravam a natureza, os galhos das árvores se encontravam em cima da pista formando pontes para os macacos ou para os esquilos. Elas ofereciam sombra para quem precisava dar uma parada. Ninguém tinha raiva das árvores – nem das curvas.
Hoje em dia, não se brinca com estrada – essas com pintura asfáltica. Estrada hoje tem gênio próprio, tem vaidade. Ela quer ser visto do espaço. Ela exige que os vinte metros a cada lago se tornem lugares ermos, totalmente desprovidos de árvores ou arbustos. Espaços onde tolos humanos que dormem no volante podem sair à velocidade sem encontrar obstáculo.
As estradas velhas não tinham muito mais graça que as atuais? Elas rimavam com aventura, expedição, jornada. Com desafio e com surpresa. Com pneu furado, sim, mas também com uma bela tamanduá-bandeira cruzando o caminho.
As pobres árvores caem, a incompetência e a onipotência dos homens crescem. Se algum bêbedo bater contra uma árvore, vão dizer que a árvore o matou. Coitada, ela que, sem muita opção, fincou pé naquele lugar e não fez mal a ninguém.
Você viu como homo sapiens e sua turma nunca têm culpa de sua própria morte? A culpa é sempre de algum animal, alguma árvore, alguma falha mecânica (como se a mecânica se criou sozinha) ou das condições meteorológicas. Ou até a culpa pode ser da cerveja, nunca de quem bebeu!
29 junho, 2009 as 11:57
A NATUREZA E UM ENCANTO CHEIA DE MUITOS MISTERIOS OS HOMENS A DESTRUINDO E DESCOBRINDO OS SEUS SEGREDOS NÓS JA SABEMOS O QUE ACONTECERÁ. NAO SERÁ UM FINAL FELIZ.
O QUE SERÁ DA GERAÇÃO QUE ESTA NASCENDO AGORA TAO INOCENTES SEM SABER O QUE SERÁ, MAS NOS ADULTOS VAMOS PREPARAR O CAMINHO PRA NO FUTURO ELES PODEREM ANDAR.
23 março, 2010 as 12:17
Bom Dia.Eu nasci em Corumbá MS,quando eu tinha os meus 17 anos fui até ao lago dos dourados no porto da manga pescar e conhecer com amigos.Depois voltei com 27 anos morando em Campo Grande para uma visita ao Pantanal geralmente se atravessa o rio para chegar em corumbá pelo porto morrinho mas estava fechado entrei com o carro na balça fomos pelo porto da manga e vi com meus próprios olhos que a lagoa dos pintados havia deixado de existir.Fiquei triste pois sou uma amante da natureza possuo profundo respeito pelos animais e flora de qualquer região mas como pantaneira vi muita degradação.Que pena pois a palavra preservação virou sinonimo de degradação e derespeito com a vida,no Pantanal.Obrigada pelo espaço.Deixo meu recado aos pantaneiros PARA SE UNIREM NA LUTA DA VIDA NO PANTANAL.
12 outubro, 2010 as 10:16
Olá… Parabéns pelos trabalhos… Ano que vem, farei curso de piloto e espero um dia poder fazer uma viagem de aventura, assim como vocês. É muito fascinante. Abraços!!!
8 novembro, 2010 as 21:05
Oi Evandro, faz o curso sim! Voar é um grande privilégio: um sonho com asas. abs.
8 novembro, 2010 as 21:18
Oi Paula, puxa, mil desculpas, vc escreveu para o site em março e só agora estou vendo. Que vexame! Vc tem toda razão de ficar triste, realmente é desesperador ver o que pretendem fazer com o Pantanal. Cada vez que sobrevoamos, vemos mais desmatamento, mais invasão humana numa jóia tão preciosa. Se vc concordar, vou colocar sua mensagem em nosso outro site, http://www.brasildasaguas.com.br, numa seção que temos chamado SOS meu Rio. Quando vc disse que a lagoa não existe mais, o que houve com ela? Aterraram? Secaram? abs, Margi