Uma garota desafiou-me a vestir uma das saias. Para divertimento de todos, e embaraço do Gérard, troquei meu short pela minúscula indumentária. Embora estivesse usando um biquini muito púdico para os padrões brasileiros, aquelas mulheres virtualmente nuas ficaram impressionadíssimas diante de tanta carne branca. Várias mãos me ajudaram a amarrar a saia. Sua conversa animada atingiu um intrigante crescendo, até que me entregaram uma nova saia para esconder meu bum-bum que aparecia, desavergonhado, por baixo da primeira.
Embora os homens usassem calções esfarrapados herdados da civilização ocidental, as mulheres usavam as tradicionais saias franjadas. Estas consistiam de borlas com uns 20 centímetros de comprimento, feitas de linha grosseira e tingidas naturalmente em ocre, grafite ou vermelho. Aquelas dotadas de traseiros maiores, impossíveis de ocultar por trás de uma franja, simplesmente usavam duas saias.
Do livro A Volta por Cima, Ed. Record
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